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Sábado, 15 de Dezembro de 2012
CIRCUNSTÂNCIAS

Tempos difíceis os nossos, em que os acontecimentos parecem não se adequar ao que fomos preparados para considerar lógico,compreensível ou minimamente aceitável! 

Tudo o que tinhamos como valores sagrados parece transformar-se num véu teórico que não deixa espaço para a verdade que é a sua essência!

Perguntamo-nos - como tantas vezes o mundo se terá perguntado - a que se deve tudo isto, especialmente hoje, quando os Direitos do Homem, a Solidariedade, a Vida, o Envelhecimento, a Liberdade e tantas mais atenções se propõem e em nome das quais tanta gente se mobiliza e tantas organizações e estratégias se justificam! Que fizemos deste nosso mundo, do tempo que nos foi entregue para que o devolvessemos em obra com a limpidez com que o recebemos?

Lembro-me de na minha infância - que já vai algo longe...- haver regras de defesa contra eventuais "armadilhas". Regras que eram conselhos e que nos protegiam de nós próprios em relação aos outros: "evite escrever; o preto no branco compromete, fala como gente!", ou "quando o acusarem, mesmo que seja verdade, negue sempre; depois se vê", ou ainda " ponha-se sempre no seu lugar!". Tudo junto significava que não deviamos ter a coragem de correr riscos, que era lícito mentir para não sermos confrontados com os nossos atos, que tinhamos um "lugar" e que esse "lugar" era ascendente ou, pelo menos,merecedor de consolidação.

 

Com estas normas se criaram, inocentemente, cobardias, arrogâncias, vãs obrigações em que tudo parecia lícito se identificado com apregoados valores.

Não tivemos culpa! Foi com isso que nos ensinaram a viver!

Mas foi também com isso que educámos os nossos jovens. Talvez não usando já as mesmas formas - entretanto a psicologia tinha-nos ensinado formas de sobrevivência social mais sofisticadas...- mas  o espírito era o mesmo, ainda que mais insinuante e subtil.

E hoje concluimos que não temos de que nos orgulhar! Nós, os "bons", proclamámos valores que os nossos atos negavam, aceitámos apenas como verdade aquilo que nos convinha, esbarrámos nas diversas superficialidades da existência.

Este tipo de inocentes atitudes teria, inevitavelmente, que vir a confundir os jovens! As muitas "causas justas" que suportavam a negação da estratégia de "vida exemplar" que lhes apontávamos eram mais numerosas do que os valores para que encontrávamos sempre justificável saída.

Tudo estava certo desde que não se soubesse, desde que não julgássemos para não sermos julgados , desde que "a nossa gente", mesmo quando pouco recomendável, nos apoiasse.

De repente, sem aviso e sem preparação prévia, a comunicação social - não por amor à verdade nem por qualquer alto e honroso propósito que não fosse o lucro - trouxe à tona não só os atos como lhes apôs processos de intenções.

O intrínseco valor da Vida passou simplesmente a ser discutível e justificado por pequenas vitórias que são nada perante o que voltou a acontecer hoje nos Estados Unidos, os Direitos do Homem permitem que todos os povos se imiscuam na vida dos outros povos, a Velhice tornou-se um estigma(com as consequências que diariamente são relevadas), a Liberdade tornou-se uma estatuto confuso, dependendo dos temas e dos dias, a Lealdade passou a ter um valor de compromisso temporal.

Os "cinco" sacerdotes que Catalina Pestana apontou ontem são uns quaisquer. O mesmo é dizer que, eventualmente - até que ela esclareça o que guardou consigo ou apenas confessou a gente da sua confiança - são TODOS.

Catalina, decerto sem o querer, foi cúmplice diária do que afirma. Os jovens não podem confiar nela mais do que na Justiça que arrasta casos desse teor há mais de uma década. Nela tudo se resume numa frase e num sorriso. Um "fait divers" que atinge a Igreja a dois meses da nomeação do novo Patriarca.

 Catalina é uma católica progressista, em defesa da verdade, dos direitos do homem, da negação do bom-senso que era apanágio da velhice, da liberdade das crianças - não sabemos quantas... . que, segundo ela, terão sofrido tal humilhação. E só agora fala? Afinal para ela não era assim tão importante! E isso também é um caso de Justiça!

 

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publicado por petitprince às 00:16
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