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Terça-feira, 27 de Maio de 2014
CONFIDENTES

Não há como um confidente para destruir o charme das nossas loucuras e dos nossos segredos! Coisas de que eles, de tão normais e calculistas, jamais seriam capazes. Por mais simples e inocentes que sejam, nas suas caras sérias de tumbas aparecerá sempre um sinal de reprovação, um alerta de perigo ou de pecado. 

Porém, pior do que isso é que dias depois, do sapateiro ao enfermeiro, todos têm uma ténue imagem do risco de que nos livraram, tão ténue que é visto e revelado como fotografia em alta definição.

São eles que contam dos lustres que vendemos e não nos pertenciam, dos azulejos de que desfizemos o património, das generosidades e atrevimentos de que nos quiseram livrar, mesmo quando acabavam servindo-se delas. Mesmo quando nos devem tudo têm a habilidade de nos fazer crer que sem eles já nos teriamos perdido. É por eles que sempre se sabe tudo. Porque estamos desprevenidos e eles apresentam-se com uma casuítica muito própria. Criam-nos receios, mesmo quando já somos suficientemente velhos para pensar sozinhos, porque assentámos ali a nossa confiança e são uma espécie de alter ego. Até que tenhamos a coragem de nos emanciparmos deles que, generosamente, nos salvam.

É de confidências que os tribunais estão cheios. São elas que servem de alimento aos "ruídos" da comunicação social quando há que escolher entre um bom amigo e uma má reputação. E estamos ali, nós, desprotegidos, soltos, como se dali não pudesse vir mal...

publicado por petitprince às 01:42
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