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Terça-feira, 22 de Julho de 2014
A VIDA

Uma das coisas estimulantes da vida é que não pára de nos surpreender! Umas vezes, para o bem ou para o mal, surpreendemo-nos a nós mesmos, outras surpreendemo-nos como se não fizessemos parte dela e a vissemos do lado de fora, como se estivessemos fora do Tempo, a vê-lo desbobinar-se sem dó nem piedade pelos pobres mortais que só arranjam tempo para descobrirem que não são imortais quando um mal os ataca de frente ou vão fazer um checkup antes de partirem para a viagem da vida deles, e descobrem que estavam enganados, julgando-se com saúde para escalar o Everest, e só  se submetiam aos exames ditos "de rotina" para irem comnpletamente descansados. Pode então acontecer já não se fazer a viagem . Os meios de diagnóstico, investimentos caríssimos e sofisticadíssimos, capazes de descobrirem os mais recônditos problemas mas que evoluem, ao que parece. muito mais rapidamente do que os meios terapeuticos para lhes acudir (que me desculpe o ilustre bastonário da Ordem dos Médicos...) e aí começa-se a olhar de fora para dentro, com a mente empenhada na moderna exigência de que os doentes "devem" assumir a doença e mostrar ao mundo que homem doente é igualzinho a homem com saúde...só que está doente!

Trata-se , quanto a mim, de uma moda relativamente recente ,que tem mais que ver com o culto da imagem do que com a sensibilidade social perante a doença.

Não creio que haja estado de alma que mereça mais o respeito do outro do que essa desfuncionalidade que a doença é.

Respeito pelas dúvidas que suscita, pelo que se abandona antes de terminar, pelo incontável, inenarrável, turbilhão de estados de espírito que suscita. Sinto-me mal quando oiço dizer, à guisa de consolação, às pessoas piedosas e tementes a Deus, que "é a vontade de Deus". "todos devemos estar preparados para isso", "Deus leva primeiro os melhores" e outras frases que, como tantas, se repetem como  contas de rosários.

É óbvio que a doença não existe em desobediência a Deus! São paragens. por vezes bem dolorosas, que Deus impõe nas nossas vidas para nos lembrar que não somos imortais, que tudo o que Ele criou fenece e se renova.

E quantas vezes, naquele invólcro pleno de sensibilidades e sentimentos que somos, o que parece fenecer ou não querer ser vida, ganha dentro de nós um sereno élan, um confidenciar permanente com Deus que, estando atento, não exige nada de nós. Não exige que sejamos fortes, que à nossa volta só se exibam sorrisos dolorosos como lágrimas, que escrevamos livros exemplares - como se todos vívessemos, ou tivessemos obrigação, de viver a doença de forma igual ou sequer parecida! -, que mostremos que a doença nos surpreendeu mas não nos abateu, embora saibamos que isso seja o ideal.

Mas o doloroso erguer é um tempo feito de vários tempos díspares em que a Esperança alterna com o desânimo que o cansaço provoca. No princípio. quando o estado do doente ainda não se afastou muito do nosso, podemos sugerir-lhe que matenha o seu ritmo de vida. Mas só por muito pouco tempo!

A doença grave, passageira ou mortal, é o estado mais íntimo que o ser humano necessita ver respeitado. É um diálogo permanente entre ele e o Criador que quer ver respeitado o lugar onde ambos se identificam na oportunidade que foi a vida e no acolhimento que representam quer a cura, quer a morte.

Ninguém é o mesmo depois de ter passado por certos acontecimentos com que a vida nos surpreende. Mas nada merece tanto respeito como alguém que acarta num corpo dolorido um turbilhão de sentimentos que não sabe nem acha que valha a pena exprimir - quem compreenderia! - e que é forçado, mais por esta moda estúpida que se criou de fazer deles figuras exemplares - como só  isso seja do agrado de Deus...-  de os vermos como heróis combatentes de uma guerra que desconhecemos.

Creio, porque era o que gostaria para mim, que nada favorece mais o bom desenrolar de um mau estado de saúde do que a paz. a frescura carinhosa da mão que se estende mas não prende, o sorriso passageiro que não ultrapasse o que desejamos nos seja retribuido, as pausas controladas que só o próprio conhece, o ajoelhar, não de quem reza mas de quem, em nome do mundo, tudo perdoa. O colo que recebemos ao nascer! E sermos capazes de com eles esquecermos o tempo. o tempo que a doença preenche com medicação, fisio ou quimio terapias, as descofortáveis horas de espera em que, no meio de muitos, cada um de nós é o mais só dos mortais .E que Deus, que nunca nos abandona, nos vá ensinando como fazê-lo. Porque, na verdade,  só Ele o sabe... 

sinto-me: grata pela saúde que tenho!
música: "What a beautifull world!" I had the opportunity to live in
publicado por petitprince às 02:00
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014
COMMONWEALTH vrs EUROPA

A Inglaterra, que ganhou consciência do seu lugar no mundo na época vitoriana, quando o sol nunca se punha sobre o império britânico, nunca deixa o seu crédito por mãos alheias.

Qualquer que seja a crise, a Commonwealth é de imediato alertada para as potencialidades desse império que se continua na Língua e na cultura britânicas e se fortalece e enriquece numa teia diplomática que só mesmo os ingleses dominam.

É curioso notar como perante a desastrada queda dos dollars a libra tem mantido a sua supremacia em relação ao euro!

Com um pé na Europa, o "coração" espalhado pelo mundo, e o não despiciendo dever de gratidão da alta finança apatrida, a Inglaterra consegue, numa época que parece convocada para a destruição e avessa a tradicionalismos, manter coesa à volta de Sua Majestade a Rainha uma unidade em que o pragmatismo ultrapassa antigos ressentimentos.

 

Com o seu inegualável sentido mundo e das suas circunstâncias, a Inglaterra, a democrática Inglaterra, sabe sempre o que lhe convém a si e aos membros da sua extensa comunidade.

Enquanto a Europa (de que faz parte às vezes...) se autopune de toda a espécie de torpezas cometidas no passado e no presente, e se afoga em miragens de salvíficas, guiada por eventuais timoneiros e  por uma irreprimível tendência para a desagragação, a diplomacia britânica exibe ao mundo o seu bom entendimento com a Escócia e a Irlanda, a Raínha e restantes membros da Família Real visitam os países membros da Commonwealth e, "last but not the least", procede-se a uma espécie de inquérito intercomunitário visando conhecer e decerto avivar o sentido de pertença que essas comunidades revelam relativamente à Commonwealth.

Tudo isto é sublimemente vivido nos grandes cerimoniais da corte, na partilha que através da comunicação social o mundo vive os acontecimentos familiares dos personagens reais. O mesmo se passa com a Igreja Anglicana, exibindo a ricos e pobres a grandiosidade que acha ser devida quando a Deus se dirige, sem que por isso deixe de ter imensas obras caritativas. Mas é um mundo onde tudo, bem e mal, é elegantemente discreto. 

Com todos os defeitos que lhe possamos apontar, a Inglaterra foi um colonizador ímpar e como tal reconhecido pelos povos dos territórios  que dominou, criando laços de dependência e riqueza que persistem. O inverso do que aconteceu com o império português em tudo foi desperdiçado, desde a iniciativa e os trabalhos dos que de um ou outro modo se empenharam na sua construção, até à precipitada descolonização que sacrificou os milhares de famílias a deixarem para trás as suas vidas para "retornarem" a uma metrópole onde muitos deles nunca tinha estado, que deixou que o sangue e a fúria se espalhassem  ao sabor do caos, nos territórios precipitadamente abandonados, que obrigou um pequeno país a integrar uma multidão de pessoas espoliadas que tiveram que recomeçar as suas vidas. Muito daquilo de que nos queixamos hoje, uns e outros, começou aí.

 

Os ingleses não precisam da Europa. Têm um pé em Gibraltar e, apesar de tudo, uma afinidade histórica com a Grécia que lhes garante vigilância atlântica.

Enquanto a Europa caminha sombriamente para um destino incerto, a Inglaterra partilha e celebra a sua grandeza.  

 

publicado por petitprince às 00:06
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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014
DO HOLOCAUSTO À EUTANÁSIA

Quando pensamos em "holocausto" vêm-nos de imediato à memória aquelas imagens horríveis que Eisenhower fez fotografar para que ficassem como imagem e testemunho dos horrores a que podia ser levado o poder selvagem. O conceito remonta à Antiguidade, embora referindo-se  à destruição pelo fogo visto não existirem câmaras de gás. Herodoto, nas suas Estórias, refere vários casos assaz arripiantes.

 

O retomar da prática em pleno século vinte é selvaticamente assustador pelo que tem merecido da parte do povo atingido, tal como por toda a comunidade humana, a maior repulsa e uma insistente rememorização.

Contudo não podemos ignorar que muitos outros holocaustos tiveram e estão tendo lugar sem que tenhamos tempo de fixar as notícias e imagens que nos chegam, devido à celeridade de reposição da informação.

 

Que dizer do que se passa hoje no Médio Oriente ou na R.C.Africana?

 

Só que não se trata do cometimento de acções rigorosamente planeadas e atribuidas a um rosto ou a um sistema, mas de selváticas acções religiosas ou contra-revolucionárias.

Curiosamente as pacíficas instituições saídas do rescaldo das duas grandes guerras do século passado não só se mostram impotentes para evitar tais barbaridades, como nem sequer parecem interessados em procurar os que alimentam os conflitos, quer através do fornecimento de armamento, quer através da infiltração de agentes promotores dos conflitos. 

Mais grave ainda, o facto de o mundo parecer estar a viver um holocausto a fogo lento que tende não só a acabar com uma civilização e os seus mais sagrados valores como com a sua população.

 

Como classificar um processo eliminatório que destrói padrões culturais através da disseminação de programas de entretenimento em que o terror, a sanguinolencia e as práticas sexuais mais grosseiras são temas de excelência? Não será isto um holocausto cultural?

Como consequência deste discreto e insidioso processo, os noticiários - que parecem ter a mesma origem dos programas de entretenimento - relatam-nos "novidades" tendentes a preparar-nos para aceitarmos de bom  grado a nossa própria destruição.

O "avanço" do momento é o alargamento da prática da eutanásia.

Que diferença existirá entre isto o "ideal" hitleriano de eliminar tudo o que não coubesse num determinado âmbito de raça perfeita?

 

Também a demografia europeia se resente com as diversas variantes redutivas da propagação da raça através de invenções que vão desde a invenção da pilula - não conheço o nome do inventor nem sei quem financiou o invento mas foi a bomba atómica das demografias - ; da generosa distribuição de perservativos; da aprovação e assemtimento do aborto; da legalização e defesa das práticas homosexuais - sempre existiram sem que para tal precisassem de consentimento...- que devido à pretensa recusa da petite difference não produzem natalidade: até à actual pretensão do alargamento da eutanásia a crianças consideradas deficientes ou em situação terminal. Custa crer que alguns pais venham alguma vez a usar tal facilitismo. Contudo, no mundo louco em que vivemos poucas coisas nos surpreenderão.

 

Surpreendentemente mesmo é esta anestesia diabolicamente servida através dos mais "inocentes" e apelativos meios - da televisão aos jogos computurizados, em que quem mais matar mais ganha - que vem conseguindo transformar-nos em autómatos, espectadores da extinção de uma civilização cristamente construida e em risco de extinção através da atração das arquiteturas financeiras do dinheiro, dos nossos desleixos, ingenuidades e cobardias que permitem que eternas vítimas assumam o papel de algozes com o benefício do nosso aplauso?

 

A continuar assim  que restará de nós como povo estabilizados na sua cultura, nas suas fronteiras e na sua história?

 

Que restará de nós como Pátria? Que restará da própria Europa como mãe que foi de toda uma civilização? 

publicado por petitprince às 19:46
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Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013
ANTÓNIO BARRETO "O SÁBIO"

Poiares Maduro promoveu António Barreto a "sábio"honoris causa! 


Que madureza! 


Barreto é surpreendente! Desembarcou aqui vindo do exilio, como seu look  capiloso, voz cava, expressão dramaticamente camiliana e fama de pinga-amor, e rapidamente ingressou no governo para assumir a então intrincadíssima pasta da Agricultura. E não se saiu nada mal!


Não sendo jurista, agrónomo, geografo, etc., conseguiu assumir uma pasta que ninguém queria e deixar o seu nome ligado a uma lei que é um marco no desmontar do PREC. Grande parte do País ficou-lhe grato.


Ele, porém, não ficou a descansar em cima dos louros. Flanou pela política, tendo o cuidado de aparecer, tão discreto e sisudo quanto possível, em tudo quanto era comunicação social.


Vimo-lo em enormes cartazes de rua, na TV, nas entrevistas, nos comentários, sempre sem nunca se assumir como comentador oficial, o que lhe nublaria o almejado prestígio  que - gosta ele de pensar... - o conduzirá à candidatura à Presidência da República.


À volta desse projecto vem reunindo nomes, alguns bem maiores do que o dele, que vão abrilhantando os eventos promovidos pela Fundação que Fernando Manuel dos Santos - um bem sucedido homem de negócios- criou para ele nela presidir, para lhe publicar os enfadonhosissimos livros de estudos sociológicos que nos querem impingir nos supermercados Pingo Doce e que agora nos seguem de autocarro para que os possamos ler na praia.


 Não queremos!


A sociedade é um sistema evolutivo, a estatística uma ciência retardada nos dados e nas consequências, e Portugal há décadas que se dedica a fazer levantamentos que para nada têem servido.


Mas Fernando Manuel dos Santos paga feliz, em generoso mecenato, todo esse marketing.


 Que sorte Barreto tem!


E agora,last but not the least ,Maduro eleva-o à categoria de SÁBIO!


Parabéns Barreto! E boa viagem...

publicado por petitprince às 19:32
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Sábado, 20 de Julho de 2013
A IMOLAÇÃO DO CORDEIRO

António José Seguro terá sido, por inconsciência ou por receio, a grande vitíma do até agora último episódio saído do discernimento criativo do PR. Cavaco estava irritado com uma série de decisões que o ultrapassavam e decidiu mostrar - ou tentar mostrar - quem é que mandava e, simultaneamente, ganhar tempo. O pior é que o tempo que ele ganhou nas Selvagens foi o tempo que o País perdeu. 

Seguro foi apanhado por circunstâncias adversas que o empurraram para decisões para as quais ele não é vocacionada.

Seguro passou estes dois anos a fazer profissões de fé, insistindo em generalidades que não o comprometessem perante "os portugueses", comunidade em nome de quem todos os políticos têm a mania de falar, esquecidos da representatividade numérica dos resultados do partido no universo de votantes que, como sabemos, devido às abstenções e votos inválidos está longe dessa abusiva generalização. Incomoda-nos que nos incluam numa opinião que jamais seria a nossa. Esses "portugueses" a quem os líderes se dirigem em verdade não existem senão na cabeça deles.

Os portugueses reais estão imersos nas suas preocupações e dificilmente comprenderão que as suas pensões, os seus ordenados, os seus empregos, a já frágil estabilidade das suas vidas, fiquem comprometidos no imediato pela recusa do financiamento externo, devido ao facto do PS , na qualidade de um dos partidos do chamado "arco da governação"  -  sendo por isso considerado pelos credores imprescindível para validar os compromissos a longo prazo, ou seja, pelo tempo em que tivermos de ser financiados que tudo prevê seja longo...- recuse colaborar, pondo os interesses do partido à frente dos do País. Até porque Seguro sabe, através do falhanço de Holande, que nenhuma das benesses que promete serão exequiveis.

A recusa de Seguro foi, indiscutivelmente, boa para o PS que quer tudo menos ser governo numa altura destas. Mas não podia ser pior para Seguro! Com esta decisão, pela qual o partido o forçou a dar a cara, Seguro jamais será considerado pelos parceiros europeus, incluindo os socialistas, um parceiro consistente e não premiável a pressões.

 Acresce que dentro do PS, aguardando melhor oportunidade, Seguro tem fortes rivais que têm atrás de si figuras representativas do partido. Foi escolhido para ultrapassar esta fase com a dignidade possível, a visibilidade necessária ao PS e uma timida e conveniente adesão à esquerda sem hostilizar a direita.

António J. Seguro jamais será primeiro ministro. O PS usa-o mas mostra não ter por ele a necessária consideração. e, mais triste que tudo, ele deixa-se usar na esperança de uma recompensa que toda a gente sabe que nunca chegará.

É aliás evidente que o principal factor de manutenção do governo tem sido a oposição. Ninguém quer eleições porque toda a gente pressente que tudo ficaria na mesma, senão pior. O País não tem tempo, nem meios, nem energia, nem pachorra para mais experimentalismos.

 Seguro perdeu aquela que talvez tenha sido a última oportunidade de se afirmar como político. Tudo porque receou ofender os anciãos do partido, gente que já fez o seu tempo e parece disposta a falar para além da tumba.

 

publicado por petitprince às 23:31
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Sábado, 16 de Abril de 2011
ACONTECE - portugalingovernavel

ACONTECE

Na folha de rosto de o semanário "O Diabo", em Outubro de 2003, lê-se:



"ASSALTO ÀS FINANÇAS - 240 milhões de contos a arder

1,2 mil milhões de euros é o valor aproximado das dívidas dos contribuintes da região de Lisboa ao Fisco que constavam do terminal informático roubado às Finanças. Com processos à beira da prescrição, grande parte daquele valor é praticamente incobrável."



A ministra - leia-se: Manuela Ferreira Leite - terá respondido "telegraficamente", mas "O Diabo" diz saber que os 1,2 milhões de euros em causa corresponderiam apenas a "mais ou menos metade da dívida total (aproximadamente 2,1 milhões de euros) do País ao Fisco. Mas estes números podem vir a subir. (...) Aliás, toda a receita fiscal se encontra em forte quebra e o "buraco" só não é maior porque o chamado "perdão fiscal" decretado em finais do ano passado (2002) por Manuela Ferreira Leite vigorou até 9 de Janeiro deste ano (2003) e muitas empresas esperam pelo último dia para saldar as suas dívidas". Roubo "por muitos considerado cirúrgico", de um terminal que "continha os nomes dos contribuintes da região de Lisboa que devem acima de 100 mil contos ao Fisco".



Comentários : (pg.9 do mesmo semanário)



J.César das Neves: "Parece ser claramente um fenómeno de encobrir fugas ao Fisco, o objectivo do roubo não deixa grandes dúvidas"



Sarsefield Cabral: "É lamentável num País onde a fuga fiscal é tão grande"



Saldanha Sanches: o roubo "é uma reacção à tentativa de desmantelar redes de corrupção interna que têm funcionado impunemente com a conivência de funcionários"



Os "responsáveis dos serviços" diziam que "a tendência dos crimes fiscais é para aumentar, face ao cenário de crise em que o País continua teimosamente mergulhado"



Isto em 2003 com Cavaco ao leme e Manuela Ferreira Leite nas Finanças... ACONTECE

ACONTECE - portugalingovernavel

publicado por petitprince às 19:27
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010
UM PAÍS DE INCONSCIENTES

Portugal é a vergonha da Europa! Um País onde qualquer ignoto fantoche consegue ascender a uma posição de poder e a quem não só é permitido usá-lo como se de um treinador de football se tratasse e em vez do País, da Banca e do risco de não haver com que pagar ordenados e pensões se tratasse de um campeonato de golf ou football. E, pior do que tudo, andam-lhe à volta uma série de mediocres - quem é e o que já fez por Portugal aquela gente??? - que o incentivam de um modo mais do que repugnante.

 

Angelo Correia, o "sponsor" de Passos Coelho, o entertainer de serviço. é um personagem... Consul honorário da Jordania. tem o seu campo negocial nos países árabes. A Europa, e o que dela venha,  não será propriamente a maior preocupação dele.

 

 Mas, acima de tudo, pressente-se que por ali anda o dedo de Cavaco secundado pelos seus enviados que dizem, desdizem, criam a confusão e os tabus. Interrogado, Cavaco limita-se a dizer que "estão criadas as condições...para um orçamento melhor". Equivale a dizer: "Esperem mais um bocadinho, sofram, que com a minha supervisão de economista laureado que tanto fiz como primeiro-ministro, tudo se resolverá...talvez". Para a semana ele falará. Para dizer o quê??

 

A não-notícia da recandidatura - que, obviamente, conhecendo-se a coragem de Marcelo e o caracter de Cavaco só pode ter ventilada com o consentimento, ou mesmo a sugestão deste último - dada ao País por um comentador no meio de uma entrevista não seria possível em qualquer outro País.  Só aqui onde a mediocridade subiu ao podium e as ervas crescem à volta.

 

Comparando o procedimento dos políticos portugueses com os dos outros países forçados pelas circunstâncias a adoptar medidas drásticas semelhantes, só nos resta chorar. Mais pela má qualidade desta malta que parasita a política do que pelas terríveis privações que aí vêm. Nem a dignidade nos resta! 

 

Onde estava esta gente quando Portugal era um País decente? Onde fomos nós buscá-los??? 

 

Custa-me aceitar que, mais uma vez, venhamos a ter que recorrer ao FMI! Seria uma vergonha se tal existisse neste clima execrável que se vive em Portugal.

publicado por petitprince às 21:50
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
A INTRANSPONÍVEL MURALHA

A Política portuguesa confronta-se com uma ameaçadoramente intransponível muralha geracional, um esquadrão de individuos que assentaram praça na política após o 25 de Abril e de moto próprio se constituiram como a elite a quem cabe governar o País.

 

Curiosamente, apesar dos pouco brilhantes resultados em que se diluiram centenas de toneladas de ouro, se escavacou a Agricultura e a Indústria, se abandalhou o Património, se auto-enriqueceram animadamente algumas luminárias e seus apaniguados, ELES aí continuam, umas vezes no palco outras vezes submersos em nebulosas tarefas, outras emergindo oportunamente para assegurar com o seu apoio que mude apenas o suficiente para que tudo fique na mesma.

 

A alguns já nos habituámos de tal modo a vê-los que é como se fizessem parte da família! A maior parte datam do curto mas profícuo consulado de Balsemão que, diga-se, muito tem contribuido com o seu apoio para os manter vivos na nossa memória. Outros há que são já reliquias do dealbar da democracia. Como gostamos de os ver, mesmo envelhecidos e tudo! E como nos são familiares os Amaral. os Horta, os Valente, os Roseta. os Soares, os Jerónimos e tantos os outros a que os nossos ouvidos se acostumaram ao longo de quatro décadas!

 

Porém, para os mais novos, para aqueles que procuram na Política uma oportunidade de contribuirem para um futuro que lhes pertence, essa densa muralha é um empecilho. Só fazem aquilo que sabem fazer - mal, como os resultados provam...- mas grudaram-se de tal forma à ideia de que o Estado são ELES, que ao primeiro sinal de ameaça saem das tocas como grilos.

 

E como estão velhos! E como estamos cansados de os ver e ouvir! Até o Honório Novo está velho!

 

Freitas, um sempre disponível apoiante de alguém, reapareceu! Prazer em vê-lo, Professor!

Sampaio fez também a sua reaparição de uma forma curiosa e original: apoia Alegre mas acha que Cavaco é o indicado... Agradecido, ele decerto os apoiará numa eventual futura candidatura. Nunca serão suficientemente idosos.

 

Muito esforço terão que desenvolver os mais novos se não estiverem dispostos a venderem-se à solidariedade geracional que une tais vitalícias personalidades!

 

O problema de Socrates não reside apenas na discutibilidade das suas decisões. O seu maior problema é não ter pelo menos sessenta anos! Se tivesse setenta melhor ainda! Era dos d'ELES! E o mesmo se evidencia já em relação a Passos Coelho. Temos sempre a sensação de que há alguém a proteger a retaguarda. Mesmo pondo de parte as categóricas asserções do chamado "Amendoin Falante"...

 

 

 

 

sinto-me: FARTO!
publicado por petitprince às 16:14
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Domingo, 18 de Abril de 2010
O REGRESSO

 

Cavaco Silva levou o Presidente da Republica - entidade a que ele, Cavaco, se refere sempre com uma certa parcimónia - em viagem à Republica Checa. Ignora-se se tratou de uma "viagem de Estado" ou de um exercício de "magistério de influência".

Seja como for, levou com ele, além da Esposa, vários convidados, assessores , jornalistas e trinta e tal empresários e gestores.

Custa crer que tenha sido "viagem de Estado".   Além de ficarem todos alojados em hoteis, das cerimónias apenas nos chegou a imagem de um jantar, creio que na Camara de Praga, e de dois discursos em que o Presidente Checo zurzia a nossa situação financeira, atitude intolerável num anfitrião que acolhe o mais alto representante de um País amigo em visita de Estado ao seu País.

Cavaco, que jamais se atrapalha, compôs o seu melhor ar e lá respondeu conforme poude. Escusava de ter ouvido aquilo!

 

È perfeitamente compreensível que tenha causado estranheza ao Presidente Checo - contribuinte forçado para o deficit da Grécia e pouco interessado em novas contribuições - ver chegar tão ilustrada e  numerosa representação vinda de um País que, parafraseando um, injustamente esquecido, ex-governante, há muito que está "de tanga". E, quem sabe, talvez tenha tido dó do pobre povo português que, como é seu hábito, iria pagar generosamente viagens, hóteis e outras despesas de representação de todos , assessores, jornalistas e, "last but not the least", convidados. Isto partindo do princípio que os empresários terão acarreatado com as suas próprias despesas. 

 

Para cúmulo, o Céu não foi propício a Cavaco e muito   menos aos portugueses. O vulcão da Islândia apanhou-o no meio da função, impedindo-o a ele e ao séquito de regressarem conforme o previsto. Aí as despesas dispararam: houve que fretar automóveis,  mais  dormidas em Estrasburgo, mais automóveis para Barcelona e, por fim, fazer sair um falcon para ir buscar o Presidente...caso o espaço aéreo o permitisse. Um desnorte! Imagina-se o que isto não terá custado em medidas de segurança ao País de acolhimento...

 

Cavaco, mais uma vez, não se atrapalhou e foi aos microfones disponíveis auto-congratular-se pelo facto de  mesmo no meio de cinzas "nada o impedir de servir o País". Esquecido  de que quando partiu em serviço ainda não havia cinzas na atmosfera!E pensou, decerto, que "os portugueses"´, esquecidos como são, já não se lembravam.

 

Entretanto, pasme-se, o  Presidente  Checo - o tal dos discursos - foi de combóio para o enterro do Presidente polaco!

 

Ocorre-me uma pergunta: porque razão não se deixou Cavaco ficar mais uns dias em Praga aguardando que o céu desanuviasse? Que o fez correr?  Teria tido muito menos custos para o País - cuja pobreza tanto o preocupa - e não se daria mais pela falta dele do que se terá dado nos dias anteriores ou do que se dará quando ele partir em nova viagem a Angola. É muito "fausto" para a situação em que Portugal se encontra!

 

Seria,  talvez, interessante dar a conhecer com precisão os resultados práticos desta despendiosíssima viagem - seja ela oficial ou de "magistério   de influência". E,  já  agora, os custos. Apenas para avaliarmos frei Tomás...

 

sinto-me: INDIGNADO
publicado por petitprince às 20:06
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Quinta-feira, 11 de Março de 2010
ISENÇÂO

A SIC não pára de manifestar a sua isenção! É gratificante  ver como elege as notícias, os momentos, as fotos dos vários intervenientes na vida social! Todos ali são tratados com a maior isenção!Porém, nem assim é possível evitar comentários!

 

Consta - veja-se!- que alegadamente José Adelino Maltez, o sujeito escolhido pela SIC para elogiar Cavaco, é, alegadamente, nem mais nem menos que sogro da filha de Cavaco e,obviamente, avô dos netos dele.

 

Se isto for verdade, que família unida! Falta-nos saber se Maria Cavaco concorre a um segundo mandato de primeira-dama para sabermos se Cavaco a acompanha como Presidente...

  

sinto-me: VENERANDO
publicado por petitprince às 22:10
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