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Sábado, 20 de Julho de 2013
A IMOLAÇÃO DO CORDEIRO

António José Seguro terá sido, por inconsciência ou por receio, a grande vitíma do até agora último episódio saído do discernimento criativo do PR. Cavaco estava irritado com uma série de decisões que o ultrapassavam e decidiu mostrar - ou tentar mostrar - quem é que mandava e, simultaneamente, ganhar tempo. O pior é que o tempo que ele ganhou nas Selvagens foi o tempo que o País perdeu. 

Seguro foi apanhado por circunstâncias adversas que o empurraram para decisões para as quais ele não é vocacionada.

Seguro passou estes dois anos a fazer profissões de fé, insistindo em generalidades que não o comprometessem perante "os portugueses", comunidade em nome de quem todos os políticos têm a mania de falar, esquecidos da representatividade numérica dos resultados do partido no universo de votantes que, como sabemos, devido às abstenções e votos inválidos está longe dessa abusiva generalização. Incomoda-nos que nos incluam numa opinião que jamais seria a nossa. Esses "portugueses" a quem os líderes se dirigem em verdade não existem senão na cabeça deles.

Os portugueses reais estão imersos nas suas preocupações e dificilmente comprenderão que as suas pensões, os seus ordenados, os seus empregos, a já frágil estabilidade das suas vidas, fiquem comprometidos no imediato pela recusa do financiamento externo, devido ao facto do PS , na qualidade de um dos partidos do chamado "arco da governação"  -  sendo por isso considerado pelos credores imprescindível para validar os compromissos a longo prazo, ou seja, pelo tempo em que tivermos de ser financiados que tudo prevê seja longo...- recuse colaborar, pondo os interesses do partido à frente dos do País. Até porque Seguro sabe, através do falhanço de Holande, que nenhuma das benesses que promete serão exequiveis.

A recusa de Seguro foi, indiscutivelmente, boa para o PS que quer tudo menos ser governo numa altura destas. Mas não podia ser pior para Seguro! Com esta decisão, pela qual o partido o forçou a dar a cara, Seguro jamais será considerado pelos parceiros europeus, incluindo os socialistas, um parceiro consistente e não premiável a pressões.

 Acresce que dentro do PS, aguardando melhor oportunidade, Seguro tem fortes rivais que têm atrás de si figuras representativas do partido. Foi escolhido para ultrapassar esta fase com a dignidade possível, a visibilidade necessária ao PS e uma timida e conveniente adesão à esquerda sem hostilizar a direita.

António J. Seguro jamais será primeiro ministro. O PS usa-o mas mostra não ter por ele a necessária consideração. e, mais triste que tudo, ele deixa-se usar na esperança de uma recompensa que toda a gente sabe que nunca chegará.

É aliás evidente que o principal factor de manutenção do governo tem sido a oposição. Ninguém quer eleições porque toda a gente pressente que tudo ficaria na mesma, senão pior. O País não tem tempo, nem meios, nem energia, nem pachorra para mais experimentalismos.

 Seguro perdeu aquela que talvez tenha sido a última oportunidade de se afirmar como político. Tudo porque receou ofender os anciãos do partido, gente que já fez o seu tempo e parece disposta a falar para além da tumba.

 

publicado por petitprince às 23:31
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
OS MENSAGEIROS

O mundo não está feliz! Ensinaram-nos a depender de bens que, por serem de tão fácil aquisição, pareciam inesgotáveis e a esquecer que inesgotável é apenas aquilo que vive na grandeza da alma e na profundidade do espírito. 

 

Se alguma coisa de bom pode vir de esta "crise" - e a História ensina que as crises trazem sempre consigo um factor pedagógico - é a disponibilidade para nos virarmos para dentro de nós mesmos, para nos conhecermos melhor a nós e aos outros.  

 

Com fracos recursos e fortes preocupações, há que poupar as nossas atormentadas mentes. A melhor maneira de o fazer é evitar os noticiários televisivos e, especialmente, os jogos florais dos comentadores a soldo. Eles jamais nos trazem qualquer sõlução para os nossos problemas ou qualquer sugestão para o nosso bem-estar. Apenas falam, falam, falam. Dizem-se e desdizem-se ao sabor dos últimos "dados" ou "eventos", gerando a confusão indispensável à necessidade das suas esclarecedoras presenças.

 

FUJAM! Vão passear em jardins e parques, escutem música, frequentem bibliotecas, passeiem-se pela beira-rio, limpem as mentes com actividades gratuitas que as libertem para a função de PENSAR  por si próprias.

 

Acresce que, além de as notícias terem assumido a força de um caudal ameaçador, alguns mensageiros de tão nefastos  acontecimentos e previsões fazem do rosto a imagem da notícia.

Não é, felizmente, o caso de todos! Há rostos bonitos e expressões simpáticas que conseguem amenizar as mensagens. Mas outros são um susto!

 

É o caso dos noticiários da noite da SIC Notícias!

Mário Crespo aparece sempre com o seu característico ar de "missa de sétimo dia", um ar "pesamoso" que deixa desde logo antever o que tem em "store". 

Depois, quando finalmente ele se despede - com o mesmo ar sorumbático de quem não acredita no dia de amanhã - surge no ecrã o rosto de uma bonita  mulher que - sabe-se lá porquê- passou, a partir de uma certa altura, a compor um ar de uma seriedade tão ameaçadora que nos traz à ideia uma das famosas Parcas.

Pelo meio, enquanto não são chamados os comentadores residentes, surge, directamente da Bolsa de N.Y., um comentador de Economia a "dar a entender" que, na circunstância, talvez não fosse mau os accionistas da PT venderem... Com patriotas destes não há banqueiros nem administradores que nos valham!

 

Só mesmo Deus com os Seus Anjos nos poderá valer!

 

 

sinto-me: LIBERTO!
publicado por petitprince às 01:12
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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
MARCELO, "O ADIADO"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A falar verdade nunca fui grande admirador de Marcelo. Considero-o inteligente mas, conheço vários mais inteligentes que ele que, vá lá saber-se porquê, nunca foram objecto de tanta publicidade.

Afinal, aparte ser um competentíssimo Professor de Direito e consultor de importantes instituições, a que se deve a popularidade de Marcelo??? 

Contudo, Marcelo tem sido beneficiário de um prolongado marketing político que ele, sempre hesitante em relação ao "timing" não tem sabido aproveitar. E, como todos os indecisos, quando se atreve, precipita-se. Como aconteceu aquando das eleições para a Câmara de Lisboa, em que se precipitou - dessa vez não em sentido metafórico mas de facto...- no Tejo.

Num político a questão do "timing", qualidade tão apreciada em Sá Carneiro, é importantíssima.

Acresce que, não lhe cabendo - de todo! - os epítetos com que, no dizer dela, os amigos de Mª F. Mónica o mimoseiam, dificilmente é considerado uma pessoa com quem se possa contar. Na tentativa de querer ser  imparcial sem quebrar vínculos, acaba sempre deixando cair alguém.

 

Hoje Marcelo veio reafirmar, mais uma vez, em relação a uma sua eventual candidatura à liderança do moribundo PSD, que "não, "sim" ou "talvez" .

Mais do mesmo, para não variar... E isto tendo como "nota de rodapé" que não queria de todo comprometer-se com mais altos cargos políticos mas se fosse imprescindível..."não". "sim" ou "talvez".

 

Se assim é, o que foi ele fazer à Madeira? Não ocupando nenhum cargo político, que foi ele oferecer? A sua solidariedade? Muitos ´poderiam ter ido dar entrevistas para o Funchal...

Terá ido como Conselheiro do Estado? Se sim, porquê ele? Porque o PSD quer segurar os entusiasmos de Jardim que, diga-se, não é segurável e, tendo sido PPD, estará tão farto do PSD como eu?

 

Marcelo já não é propriamente um jovem. O acumular de avanços e recuos não se compadece com as charlas que nos proporciona semanalmente ao estilo do Oráculo de Delphos.

E, Marcelo, apesar de se mostrar cada vez mais vivaz e azougado vai, inevitavelmente cansando.

AINDA há uma certa curiosidade em relação ao seu destino político....

sinto-me: EXPECTANTE
publicado por petitprince às 22:37
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