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Quarta-feira, 16 de Abril de 2014
COMMONWEALTH vrs EUROPA

A Inglaterra, que ganhou consciência do seu lugar no mundo na época vitoriana, quando o sol nunca se punha sobre o império britânico, nunca deixa o seu crédito por mãos alheias.

Qualquer que seja a crise, a Commonwealth é de imediato alertada para as potencialidades desse império que se continua na Língua e na cultura britânicas e se fortalece e enriquece numa teia diplomática que só mesmo os ingleses dominam.

É curioso notar como perante a desastrada queda dos dollars a libra tem mantido a sua supremacia em relação ao euro!

Com um pé na Europa, o "coração" espalhado pelo mundo, e o não despiciendo dever de gratidão da alta finança apatrida, a Inglaterra consegue, numa época que parece convocada para a destruição e avessa a tradicionalismos, manter coesa à volta de Sua Majestade a Rainha uma unidade em que o pragmatismo ultrapassa antigos ressentimentos.

 

Com o seu inegualável sentido mundo e das suas circunstâncias, a Inglaterra, a democrática Inglaterra, sabe sempre o que lhe convém a si e aos membros da sua extensa comunidade.

Enquanto a Europa (de que faz parte às vezes...) se autopune de toda a espécie de torpezas cometidas no passado e no presente, e se afoga em miragens de salvíficas, guiada por eventuais timoneiros e  por uma irreprimível tendência para a desagragação, a diplomacia britânica exibe ao mundo o seu bom entendimento com a Escócia e a Irlanda, a Raínha e restantes membros da Família Real visitam os países membros da Commonwealth e, "last but not the least", procede-se a uma espécie de inquérito intercomunitário visando conhecer e decerto avivar o sentido de pertença que essas comunidades revelam relativamente à Commonwealth.

Tudo isto é sublimemente vivido nos grandes cerimoniais da corte, na partilha que através da comunicação social o mundo vive os acontecimentos familiares dos personagens reais. O mesmo se passa com a Igreja Anglicana, exibindo a ricos e pobres a grandiosidade que acha ser devida quando a Deus se dirige, sem que por isso deixe de ter imensas obras caritativas. Mas é um mundo onde tudo, bem e mal, é elegantemente discreto. 

Com todos os defeitos que lhe possamos apontar, a Inglaterra foi um colonizador ímpar e como tal reconhecido pelos povos dos territórios  que dominou, criando laços de dependência e riqueza que persistem. O inverso do que aconteceu com o império português em tudo foi desperdiçado, desde a iniciativa e os trabalhos dos que de um ou outro modo se empenharam na sua construção, até à precipitada descolonização que sacrificou os milhares de famílias a deixarem para trás as suas vidas para "retornarem" a uma metrópole onde muitos deles nunca tinha estado, que deixou que o sangue e a fúria se espalhassem  ao sabor do caos, nos territórios precipitadamente abandonados, que obrigou um pequeno país a integrar uma multidão de pessoas espoliadas que tiveram que recomeçar as suas vidas. Muito daquilo de que nos queixamos hoje, uns e outros, começou aí.

 

Os ingleses não precisam da Europa. Têm um pé em Gibraltar e, apesar de tudo, uma afinidade histórica com a Grécia que lhes garante vigilância atlântica.

Enquanto a Europa caminha sombriamente para um destino incerto, a Inglaterra partilha e celebra a sua grandeza.  

 

publicado por petitprince às 00:06
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
OS MENSAGEIROS

O mundo não está feliz! Ensinaram-nos a depender de bens que, por serem de tão fácil aquisição, pareciam inesgotáveis e a esquecer que inesgotável é apenas aquilo que vive na grandeza da alma e na profundidade do espírito. 

 

Se alguma coisa de bom pode vir de esta "crise" - e a História ensina que as crises trazem sempre consigo um factor pedagógico - é a disponibilidade para nos virarmos para dentro de nós mesmos, para nos conhecermos melhor a nós e aos outros.  

 

Com fracos recursos e fortes preocupações, há que poupar as nossas atormentadas mentes. A melhor maneira de o fazer é evitar os noticiários televisivos e, especialmente, os jogos florais dos comentadores a soldo. Eles jamais nos trazem qualquer sõlução para os nossos problemas ou qualquer sugestão para o nosso bem-estar. Apenas falam, falam, falam. Dizem-se e desdizem-se ao sabor dos últimos "dados" ou "eventos", gerando a confusão indispensável à necessidade das suas esclarecedoras presenças.

 

FUJAM! Vão passear em jardins e parques, escutem música, frequentem bibliotecas, passeiem-se pela beira-rio, limpem as mentes com actividades gratuitas que as libertem para a função de PENSAR  por si próprias.

 

Acresce que, além de as notícias terem assumido a força de um caudal ameaçador, alguns mensageiros de tão nefastos  acontecimentos e previsões fazem do rosto a imagem da notícia.

Não é, felizmente, o caso de todos! Há rostos bonitos e expressões simpáticas que conseguem amenizar as mensagens. Mas outros são um susto!

 

É o caso dos noticiários da noite da SIC Notícias!

Mário Crespo aparece sempre com o seu característico ar de "missa de sétimo dia", um ar "pesamoso" que deixa desde logo antever o que tem em "store". 

Depois, quando finalmente ele se despede - com o mesmo ar sorumbático de quem não acredita no dia de amanhã - surge no ecrã o rosto de uma bonita  mulher que - sabe-se lá porquê- passou, a partir de uma certa altura, a compor um ar de uma seriedade tão ameaçadora que nos traz à ideia uma das famosas Parcas.

Pelo meio, enquanto não são chamados os comentadores residentes, surge, directamente da Bolsa de N.Y., um comentador de Economia a "dar a entender" que, na circunstância, talvez não fosse mau os accionistas da PT venderem... Com patriotas destes não há banqueiros nem administradores que nos valham!

 

Só mesmo Deus com os Seus Anjos nos poderá valer!

 

 

sinto-me: LIBERTO!
publicado por petitprince às 01:12
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Domingo, 18 de Abril de 2010
O REGRESSO

 

Cavaco Silva levou o Presidente da Republica - entidade a que ele, Cavaco, se refere sempre com uma certa parcimónia - em viagem à Republica Checa. Ignora-se se tratou de uma "viagem de Estado" ou de um exercício de "magistério de influência".

Seja como for, levou com ele, além da Esposa, vários convidados, assessores , jornalistas e trinta e tal empresários e gestores.

Custa crer que tenha sido "viagem de Estado".   Além de ficarem todos alojados em hoteis, das cerimónias apenas nos chegou a imagem de um jantar, creio que na Camara de Praga, e de dois discursos em que o Presidente Checo zurzia a nossa situação financeira, atitude intolerável num anfitrião que acolhe o mais alto representante de um País amigo em visita de Estado ao seu País.

Cavaco, que jamais se atrapalha, compôs o seu melhor ar e lá respondeu conforme poude. Escusava de ter ouvido aquilo!

 

È perfeitamente compreensível que tenha causado estranheza ao Presidente Checo - contribuinte forçado para o deficit da Grécia e pouco interessado em novas contribuições - ver chegar tão ilustrada e  numerosa representação vinda de um País que, parafraseando um, injustamente esquecido, ex-governante, há muito que está "de tanga". E, quem sabe, talvez tenha tido dó do pobre povo português que, como é seu hábito, iria pagar generosamente viagens, hóteis e outras despesas de representação de todos , assessores, jornalistas e, "last but not the least", convidados. Isto partindo do princípio que os empresários terão acarreatado com as suas próprias despesas. 

 

Para cúmulo, o Céu não foi propício a Cavaco e muito   menos aos portugueses. O vulcão da Islândia apanhou-o no meio da função, impedindo-o a ele e ao séquito de regressarem conforme o previsto. Aí as despesas dispararam: houve que fretar automóveis,  mais  dormidas em Estrasburgo, mais automóveis para Barcelona e, por fim, fazer sair um falcon para ir buscar o Presidente...caso o espaço aéreo o permitisse. Um desnorte! Imagina-se o que isto não terá custado em medidas de segurança ao País de acolhimento...

 

Cavaco, mais uma vez, não se atrapalhou e foi aos microfones disponíveis auto-congratular-se pelo facto de  mesmo no meio de cinzas "nada o impedir de servir o País". Esquecido  de que quando partiu em serviço ainda não havia cinzas na atmosfera!E pensou, decerto, que "os portugueses"´, esquecidos como são, já não se lembravam.

 

Entretanto, pasme-se, o  Presidente  Checo - o tal dos discursos - foi de combóio para o enterro do Presidente polaco!

 

Ocorre-me uma pergunta: porque razão não se deixou Cavaco ficar mais uns dias em Praga aguardando que o céu desanuviasse? Que o fez correr?  Teria tido muito menos custos para o País - cuja pobreza tanto o preocupa - e não se daria mais pela falta dele do que se terá dado nos dias anteriores ou do que se dará quando ele partir em nova viagem a Angola. É muito "fausto" para a situação em que Portugal se encontra!

 

Seria,  talvez, interessante dar a conhecer com precisão os resultados práticos desta despendiosíssima viagem - seja ela oficial ou de "magistério   de influência". E,  já  agora, os custos. Apenas para avaliarmos frei Tomás...

 

sinto-me: INDIGNADO
publicado por petitprince às 20:06
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