.posts recentes

. LISBOA MAL AMADA

.arquivos

. Outubro 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Fevereiro 2014

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Dezembro 2012

. Abril 2011

. Outubro 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Janeiro 2008

. Maio 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Outubro 2006

. Setembro 2006

Terça-feira, 22 de Maio de 2007
LISBOA MAL AMADA

A doença de Lisboa é, ao que ouvimos, amor de mais. Todos a amam! E todos, por amor, a querem! Só que, guindados a posições que lhes permitiriam exteriorizar o seu amor, esquecem-se rapidamente das promessas que tornaram bem sucedido o namoro e exibem um casamento desastroso.

Lisboa, que foi durante décadas a cidade mais limpa e bem cuidada da Europa, Lisboa, cuja história e "maravilhas" eram periodicamente enaltecidas em exposições, festejos e brilhantes recepções a dignitários estrangeiros, Lisboa, cujos parques, jardins e cintura florestal eram cuidadosamente preservados,  Lisboa cujo urbanismo, aprecie-se ou não, era cuidadosamente pensado, é hoje um objecto de ganâncias de toda a espécie: ganâncias de Poder, ganâncias de lucro fácil, ganâncias de efémeras glórias e instalados oportunismos.

Costumo, sempre que posso assistir a "Prós e Contras". Não gosto do nome do programa, não aprecio especialmente o modo como Fátima C.F. trata os convidados, mas admiro a honestidade com que ela prepara o programa e o conhecimento que mostra dos temas em análise.

Ontem, apesar de não ter assistido a todo o programa, registei algumas das "preocupações" exteriorizadas e fiquei a saber que:

 

- segundo Paulo Varela Gomes as pessoas não frequentam os museus porque o actual urbanismo não contem parqueamento automóvel em abundância junto aos mesmos! Fiquei admirado por três razões: almoço frequentemente ao domingo no museu de Arte Antiga e reparo que o restaurante e o jardim estão sempre cheios; tenho visitado os museus de todos os países onde me tenho deslocado e tenho-me servido sempre de transportes públicos ou taxis (conforme a capacidade financeira do momento); admira-me que alguém que "ame" Lisboa faça depender o gozo das suas ofertas do uso do automóvel que, como é sabido, é o maior inimigo das cidades 

 

- todos os intervenientes pareciam sofrer de uma espécie de autismo em relação à lastimosa situação financeira a que a CML chegou. Já não bastava ignorarem os gastos e endividamentos feitos pelo PS , endividamentos que permitem a João Soares gabar-se da obra feita, as admissões por compadrios políticos e de grupo que fizeram ascender os compromissos com pessoal a níveis incomportáveis, esquecer a alucinação do espécimen Sá Fernandes que, para além dos incómodos causados, fez resvalar a verba e a data da aberturao túnel do Marquês -que acabou à mesma por ser feito e já há muito quem se congratule com a obra - ainda há quem faça faraónicas propostas "a latere", como tudo estivesse pelo melhor no melhor dos mundos

 

E fiquei sem saber porque razão nada do que todos parecem saber que devia ter sido feito, nunca até agora foi feito!...

 

Em Lisboa, como em Portugal, nas últimas décadas tudo ficou por fazer. Apesar das 900 toneladas de ouro que Salazar - que nunca terá feito declarações de amor a Lisboa - deixou nos cofres do Banco de Portugal e das verbas  indescritíveis que a União Europeia  canalizou para cá durante todos estes anos.

 

Onde parará - em que bolsos, em que contas, em que bancos, em que "lavandarias"?? - esse tesouro malbaratado? Não sabemos! Ninguém sabe! Ninguém se importa!

 

Uma coisa é certa: Salazar não levou nada com ele...

 

Enquanto isso, Portugal preocupa-se com as ninharias com que a comunicação social o entretem: as opiniões de políticos "en attente" que se vão governando e mantendo viva a imagem com essas tarefas; os "casos" que os media trazem e mantêm à superfície e que só valem na medida em que são notícia - já não são os factos que fazem as notícias, mas as notícias que "fazem" os factos... -; os infortúnios criteriosamente escolhidos que, despudoradamente, se destacam de outros de igual densidade humana a que ninguém ligou nenhuma ; a ânsia desmedida de fazer cair qualquer tentativa de governação.

 

Desgraçado povo que, a continuar assim, nem a condescendência divina merecerá!   

publicado por petitprince às 16:42
link do post | comentar | favorito
.mais sobre mim
.pesquisar
 
.Outubro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
.tags

. todas as tags

.favorito

. A POLÍTICA E A VIDA

. HOW IMPORTANT IT'S THE ...

blogs SAPO
.subscrever feeds