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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014
AS JUVENTUDES

Com a "globalização", conceito onde tudo se confunde, surgiram duas tendências que, diga-se, têm o cunho inspirador da revolução francesa: a tendência social para a generalização e a tendência política para a conceptualização. A primeira querendo dizer que todos desejamos as mesmas coisas; a segunda atribuindo a cada uma um conteúdo que os "iluminados"definem e exibem perante as massas como bandeiras para a persecussão dos seus objetivos.

 

Poucas coisas me irritam tanto como ouvir um político, seja ele qual for, utilizar a formula "os portugueses" para expressar uma ideia que é a dele ou a de qualquer percentagem mais ou menos modesta dos que votaram nele ou no partido que representa.

Qualquer um, desde que para tal tenha sido nomeado, pode em determinadas circunstâncias representar um Povo. Mas ninguém pode honestamente - se tal ainda tem alguma importância...-falar em seu nome.

Talvez as "massas" não se importem - são na maioria acéfalas, como convém, e contentam-se com uns passeios de camioneta e uns bonés e "tixertes" (lembrarmo-nos nós que atribuiam esse procedimento censurável às manifestações do Estado Novo...) - mas muitos de nós sentem vergonha e revolta por serem assim arrebanhados sem consentimento prévio.

Custa-me ouvir o constrangedor líder socialista incluir-me nos seus pensamentos (!?), tal como me aborrece ouvir uma "menina pescadinha" ou um velhote careca e desdentado do BE arrebanhar-me para os seus repetitivos e sempre bem intecionados propósitos, ou uma daquelas arrebatadas deputadas que parecem ressuscitadas de gravuras da tomada da Bastilha, gritar e esbracejar em meu nome.  Talvez por eu não ser de esquerda e achar tão abusivo meterem-me nesses âmbitos ideológicos como me enfurece pensar que por não pensar como eles não sou português. É duro!

 

No momento presente assistimos a duas generalizações - entre outras... - que fazem parte de todo e qualquer discurso: a velhice e a juventude.

 Ambas resultam de critérios assaz voláteis, que se prendem com a idade da reforma (onde se incluem muitos ainda algo jovens, como é o caso, entre outros , da presidente da AR...) ,ou com um período que vai da adolescência aos trinta, idade em que os muito bem classificados iniciam as suas vidas profissionais , em que outros - se  tiverem a sorte de arranjar emprego - assentam numa profissão, e outros, pouco dados a monotonias, furam pela vida como testas de ferro de sabidos e bem colocados gerontes que têm as cabeças cheias de ideias  mas estão demasiado ocupados ou são por demais conhecidos para irem além de um ou outro comentário televisivo.

 

A verdade é que - tal como não há uma velhice - não há UMA JUVENTUDE. Existem várias juventudes e englobar todas num mesmo conceito é pecaminoso para quem o faz e ofensivo para as convicções dos visados.

 

A verdadeira Juventude - aquela que os nossos avós educavam para a Esperança, para o serviço à Pátria, para a continuidade da Família, herdeira da que emigrara ainda criança para o Brasil ou para África, que por lá andara até que regressasse para melhorar o seu país ou a sua aldeia, que reabilitara patrimónios através do casamento e proporcionara aos filhos esmerada educação - esvaiu-se nos ideais da "ética republicana". A esperança tornou-se imediata, a pátria um anacronismo dificilmente compreensível na unificação dos objetivos internacionais ( ainda assim reconhecendo as nações...), a família um desafio que obriga a conciliar uma série de variáveis não negligenciáveis segundo os atuais padrões.

 

Acresce que a dispersão social gerada pelos poderes quer pela política, quer pela profissionalização do desporto - que poderiam ser formas intelectual e fisicamente saudáveis de convívio -  surgem hoje como ferozes e incontroláveis antagonismos onde a política, na sua pior e mais mesquinha expressão, surge frequentemente associada aos clubes desportivos, criando "casos" em que as juventudes participam de formas irracionais ou mesmo  selvagens.

 

O fenómeno, como não podia deixar de ser, enquistou-se numa juventude estudantil, muitas vezes mais interessada no estatuto do que no estudo.

O que aconteceu no Meco  - que, diga-se, não tem que ver com praxes mas com quem as protagoniza - não foi em vão.

Com esse triste acontecimento o país foi obrigado a interrogar-se sobre o que é possível passar-se nas universidades. Ficámos a saber que o aluno que se matricule mais vezes - leia-se: que leve dez anos a fazer um curso de cinco, mas que por lá vá adquirindo qualidades de liderança não despiciendas para as juventudes partidárias - tem como prémio tornar-se  um líder todo poderoso a quem outros jovens, também eles universitários, obedecem cegamente.

Perguntamo-nos: que gente é esta que ingressa nas nossas universidades e sai de lá com um canudo que, com a little help from the friends,  lhe poderá dar acesso a uma bolsa que, se nas boas graças dos "barões" ou "viscondes" dos partidos, os guindará até à governança do país, munidos de falsos certificados que nós pagámos, pagamos ou pagaremos. 

 

A verdade é que, por ambição, por inércia, por escassez de tempo, estamos a consentir que se apossem dos nossos filhos e os transformem em criaturas violentas ou amorfas, que não sabem distinguir o que é bem e o que é mal.

 

Pior do que uma juventude imoral - como terá sido a juventude vitoriana - são estas juventudes amorais, cujo vazio se vai gradualmente disponibilizando para a aceitação do que quer que seja que uma criatividade doentia lhes dite ou que alguém lhes  proponha.

 

Os Gregos, na sua pura racionalidade, não contaminada por qualquer romantismo, consideravam como imperdoável o mal resultante da ignorância, o mal cujo objetivo único residia na sua prática. É disso que temos notícias todos os dias, vindas de todas as partes do mundo.

 

Felizmente, todos conhecemos jovens que não são assim! Jovens não tiranos ou servis, com consciências sólidas e mentes inteligentes.

 

A Igreja poderá - e deverá! - ter nisto um papel de extrema importância.

 

Para tanto é preciso que não se torne em quebra-cabeças para si própria, que  se assuma numa fé coesa, que se exprima num ambiente conciliatório em que, mais do que as vitórias do ecumenismo, se afirme o valor da consciência moral.

Uma Igreja dividida por antagonismos e recriminações dificilmente sairá vitoriosa face às varias organizações cuja coesão - alimentada por valores bem mais terrenos e efémeros mas habilmente sedutores - os atrai até à disponibilidade total, porque nada existe nas suas consciências que os interrogue.

 

  

publicado por petitprince às 20:20
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Quarta-feira, 20 de Outubro de 2010
UM PAÍS DE INCONSCIENTES

Portugal é a vergonha da Europa! Um País onde qualquer ignoto fantoche consegue ascender a uma posição de poder e a quem não só é permitido usá-lo como se de um treinador de football se tratasse e em vez do País, da Banca e do risco de não haver com que pagar ordenados e pensões se tratasse de um campeonato de golf ou football. E, pior do que tudo, andam-lhe à volta uma série de mediocres - quem é e o que já fez por Portugal aquela gente??? - que o incentivam de um modo mais do que repugnante.

 

Angelo Correia, o "sponsor" de Passos Coelho, o entertainer de serviço. é um personagem... Consul honorário da Jordania. tem o seu campo negocial nos países árabes. A Europa, e o que dela venha,  não será propriamente a maior preocupação dele.

 

 Mas, acima de tudo, pressente-se que por ali anda o dedo de Cavaco secundado pelos seus enviados que dizem, desdizem, criam a confusão e os tabus. Interrogado, Cavaco limita-se a dizer que "estão criadas as condições...para um orçamento melhor". Equivale a dizer: "Esperem mais um bocadinho, sofram, que com a minha supervisão de economista laureado que tanto fiz como primeiro-ministro, tudo se resolverá...talvez". Para a semana ele falará. Para dizer o quê??

 

A não-notícia da recandidatura - que, obviamente, conhecendo-se a coragem de Marcelo e o caracter de Cavaco só pode ter ventilada com o consentimento, ou mesmo a sugestão deste último - dada ao País por um comentador no meio de uma entrevista não seria possível em qualquer outro País.  Só aqui onde a mediocridade subiu ao podium e as ervas crescem à volta.

 

Comparando o procedimento dos políticos portugueses com os dos outros países forçados pelas circunstâncias a adoptar medidas drásticas semelhantes, só nos resta chorar. Mais pela má qualidade desta malta que parasita a política do que pelas terríveis privações que aí vêm. Nem a dignidade nos resta! 

 

Onde estava esta gente quando Portugal era um País decente? Onde fomos nós buscá-los??? 

 

Custa-me aceitar que, mais uma vez, venhamos a ter que recorrer ao FMI! Seria uma vergonha se tal existisse neste clima execrável que se vive em Portugal.

publicado por petitprince às 21:50
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Terça-feira, 13 de Julho de 2010
A INTRANSPONÍVEL MURALHA

A Política portuguesa confronta-se com uma ameaçadoramente intransponível muralha geracional, um esquadrão de individuos que assentaram praça na política após o 25 de Abril e de moto próprio se constituiram como a elite a quem cabe governar o País.

 

Curiosamente, apesar dos pouco brilhantes resultados em que se diluiram centenas de toneladas de ouro, se escavacou a Agricultura e a Indústria, se abandalhou o Património, se auto-enriqueceram animadamente algumas luminárias e seus apaniguados, ELES aí continuam, umas vezes no palco outras vezes submersos em nebulosas tarefas, outras emergindo oportunamente para assegurar com o seu apoio que mude apenas o suficiente para que tudo fique na mesma.

 

A alguns já nos habituámos de tal modo a vê-los que é como se fizessem parte da família! A maior parte datam do curto mas profícuo consulado de Balsemão que, diga-se, muito tem contribuido com o seu apoio para os manter vivos na nossa memória. Outros há que são já reliquias do dealbar da democracia. Como gostamos de os ver, mesmo envelhecidos e tudo! E como nos são familiares os Amaral. os Horta, os Valente, os Roseta. os Soares, os Jerónimos e tantos os outros a que os nossos ouvidos se acostumaram ao longo de quatro décadas!

 

Porém, para os mais novos, para aqueles que procuram na Política uma oportunidade de contribuirem para um futuro que lhes pertence, essa densa muralha é um empecilho. Só fazem aquilo que sabem fazer - mal, como os resultados provam...- mas grudaram-se de tal forma à ideia de que o Estado são ELES, que ao primeiro sinal de ameaça saem das tocas como grilos.

 

E como estão velhos! E como estamos cansados de os ver e ouvir! Até o Honório Novo está velho!

 

Freitas, um sempre disponível apoiante de alguém, reapareceu! Prazer em vê-lo, Professor!

Sampaio fez também a sua reaparição de uma forma curiosa e original: apoia Alegre mas acha que Cavaco é o indicado... Agradecido, ele decerto os apoiará numa eventual futura candidatura. Nunca serão suficientemente idosos.

 

Muito esforço terão que desenvolver os mais novos se não estiverem dispostos a venderem-se à solidariedade geracional que une tais vitalícias personalidades!

 

O problema de Socrates não reside apenas na discutibilidade das suas decisões. O seu maior problema é não ter pelo menos sessenta anos! Se tivesse setenta melhor ainda! Era dos d'ELES! E o mesmo se evidencia já em relação a Passos Coelho. Temos sempre a sensação de que há alguém a proteger a retaguarda. Mesmo pondo de parte as categóricas asserções do chamado "Amendoin Falante"...

 

 

 

 

sinto-me: FARTO!
publicado por petitprince às 16:14
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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010
MARCELO, "O ADIADO"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A falar verdade nunca fui grande admirador de Marcelo. Considero-o inteligente mas, conheço vários mais inteligentes que ele que, vá lá saber-se porquê, nunca foram objecto de tanta publicidade.

Afinal, aparte ser um competentíssimo Professor de Direito e consultor de importantes instituições, a que se deve a popularidade de Marcelo??? 

Contudo, Marcelo tem sido beneficiário de um prolongado marketing político que ele, sempre hesitante em relação ao "timing" não tem sabido aproveitar. E, como todos os indecisos, quando se atreve, precipita-se. Como aconteceu aquando das eleições para a Câmara de Lisboa, em que se precipitou - dessa vez não em sentido metafórico mas de facto...- no Tejo.

Num político a questão do "timing", qualidade tão apreciada em Sá Carneiro, é importantíssima.

Acresce que, não lhe cabendo - de todo! - os epítetos com que, no dizer dela, os amigos de Mª F. Mónica o mimoseiam, dificilmente é considerado uma pessoa com quem se possa contar. Na tentativa de querer ser  imparcial sem quebrar vínculos, acaba sempre deixando cair alguém.

 

Hoje Marcelo veio reafirmar, mais uma vez, em relação a uma sua eventual candidatura à liderança do moribundo PSD, que "não, "sim" ou "talvez" .

Mais do mesmo, para não variar... E isto tendo como "nota de rodapé" que não queria de todo comprometer-se com mais altos cargos políticos mas se fosse imprescindível..."não". "sim" ou "talvez".

 

Se assim é, o que foi ele fazer à Madeira? Não ocupando nenhum cargo político, que foi ele oferecer? A sua solidariedade? Muitos ´poderiam ter ido dar entrevistas para o Funchal...

Terá ido como Conselheiro do Estado? Se sim, porquê ele? Porque o PSD quer segurar os entusiasmos de Jardim que, diga-se, não é segurável e, tendo sido PPD, estará tão farto do PSD como eu?

 

Marcelo já não é propriamente um jovem. O acumular de avanços e recuos não se compadece com as charlas que nos proporciona semanalmente ao estilo do Oráculo de Delphos.

E, Marcelo, apesar de se mostrar cada vez mais vivaz e azougado vai, inevitavelmente cansando.

AINDA há uma certa curiosidade em relação ao seu destino político....

sinto-me: EXPECTANTE
publicado por petitprince às 22:37
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
SURREALISMO

Jamais me terá passado pela cabeça sair em defesa de um Governo PS! Nunca votei PS - se lá estão não é de certeza por culpa minha! -, nunca, até ele ser PM, tinha ouvido falar de Socrates (só conhecia o outro, o da Grécia), e o Orçamento está longe de me ser agradável. Hoje, porém, a mediocridade, a quase indigência da Oposição, fizeram com que, mais uma vez, olhasse o PM com admiração.

Socrates, no meio de um fogo cerrado por parte dos que, por falta de capacidades próprias,  apenas contam com as "falhas" dele - as casas de emigrantes que ele viabilizou para as Câmaras, as irregularidades curriculares que se aplicaram em descobrir, as conversas com os amigos e familiares (jamais me passaria pela cabeça que, o tal "estado de direito" em que vivemos tal fosse possível...) - para o derrubarem, Socrates consegue, MESMO ASSIM, aparecer na Assembeia com os debates rigorosamente preparados, a cabeça lúcida, a argumentação clara.

É espantoso! E ainda o é mais se compararmos, não apenas ele mas toda a equipa governamentiva - a trabalharem incansavelmente para, melhor ou pior, encontrarem soluções para os graves problemas que Portugal atravessa -, com uma Oposição que apenas aconchega os traseiros nas cadeiras do hemiciclo para regatear toda e qualquer proposta do Governo, após o que sai para os seus locais de trabalho...porque a vida deles não é aquela. E tanta gente para tão ténues resultados!

 

Mais curioso ainda é observar como a ganância de Poder, ou apenas a ilusão de nele poder participar, leva aquela gente - a maioria feíssimos, o que nunca ajuda na altura das eleições...- a degladiar-se dentro e fora do hemiciclo! O PSD, partido a que fui fiel durante décadas e que agora encontro todo esCavacado - passe a expressão- dá à Cidade e ao Mundo um espectáculo confrangedor! Quem voltará a votar neles cá dentro? Quem lá fora, nas temíveis "instâncias internacionais", lhes dará crédito? Bem fez Durão em se "pôr ao fresco"!

 

Diz um jornal qualquer - desses que já quase mimguém que eu conheça lê - que Manuela Ferreira Leite riu "durante dez minutos" a ouvir a intervenção de um deputado. Desconheço o deputado em questão, mas estou certa que não foi disso que ela se riu! Devia estar a ver-se ao espelho. Talvez, quem sabe, a interrogá-lo... A verdade porém é que a "esperança" posta no Rangel ainda vai dar muito ranger de dentes!

 

Porém, o que mais me indigna, neste desgraçado País, onde a ignorância e o pretensiosismo campeiam, é que, com a sociedade portuguesa  debatendo-se com os gravíssimos problemas que a afligem a vários níveis e podem por em risco não apenas o  nosso bem-estar mas essência do que somos como Pátria, os "mídia" - numa luta desenfreada pela sobrevivência - andem a clamar em nome "dos portugueses" - quais portugueses?? - pela liberdade de Imprensa, como se, para além da moura Guedes e do Crêspo, o País não tivesse mais com que se preocupar!

Que falta nos fazem eles? Que benefícios nos trouxeram, para além de lavarem a roupa suja que conseguiam arrebanhar para a estenderem, ainda suja, perante nós?  Cá a mim, e aos meus amigos - e tenho-os de todos os quadrantes políticos - não nos fazem falta alguma! Que gente é esta que se especializou em incomodar os compatriotas e dar para o exterior uma péssima imagem do País que é o deles?

 

Argumentam alguns sectores da sociedade - com que, aliás, me identifico - que se trata de uma questão de valores, de moral, de princípios. Certo, Só que é na miséria - a tal que hoje ocupa a governação e nos preocupa a nós - que os valores estiolam, a moral fenece, os principios se esvaem.

Com ou sem legislação favorável, a miséria aumentará os abortos e, através da consequente negligência, levará a formas encapotadas de eutanásia e a muitas outras formas de vida que mascaram o desepero e a solidão. Tal já se está a dar.

E nada nos garante que quem vier não faça pior...

 

Ontem, um amigo alemão que está a passar férias em Lisboa, ria a bom rir ao ver um comentador de Economia, um tipo com cara de avelã e camisa aberta - voltaram os tempos de "look" proletário...- queixar-se do perigo que era a imagem que o País estava a dar ao exterior e, de seguida, afirmar que Portugal está ingovernável! É certo que só por um grande acaso alguém "do exterior" o estaria a ouvir mas, mesmo assim, é preciso ser muito incoerente...para não dizer pior.

 

Para muitos de nós, esta aflição em que esta "direita" anda - que até a leva a pactuar com a Esquerda mais assanhada - deve-se à necessidade de encontrar urgentemente uma solução, seja ela qual for, que lhes devolva o dinheiro que depositaram nos seus "bancos de eleição". E o Governo parece decidido a não injectar neles mais "massa". Que maçada! Mais valia terem posto todo em offshores!

 

Abreviando: seria de bom-senso que pensassem mais em Portugal do que neles e nuns jornalistas quaisquer, que se dispuseram a servir de "faits divers", e  deixassem o Governo governar. Afinal foi a eles que o Povo - o tal em nome de quem todas as loucuras se cometem - elegeu para governar.

E, já que, como todo o País entende, não querem ir nesta altura para o governo - que medo! - nem saberiam lá muito bem o que lá fazer, deixem trabalhar. Não atrapalhem, não destabilizem, não mostrem ao "estrangeiro" como é a nossa classe política. Porque no futuro pode fazer-lhes falta a imagem...

E, parafraseando o Rei Lear, lembrem-se que não é possível julgar acções ainda não cometidas..

 

publicado por petitprince às 16:01
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