.posts recentes

. COMMONWEALTH vrs EUROPA

. AS JUVENTUDES

. POBRE SARAMAGO!

. A POBREZA E O ORGÃO

.arquivos

. Outubro 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Fevereiro 2014

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Dezembro 2012

. Abril 2011

. Outubro 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Janeiro 2008

. Maio 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Outubro 2006

. Setembro 2006

Quarta-feira, 16 de Abril de 2014
COMMONWEALTH vrs EUROPA

A Inglaterra, que ganhou consciência do seu lugar no mundo na época vitoriana, quando o sol nunca se punha sobre o império britânico, nunca deixa o seu crédito por mãos alheias.

Qualquer que seja a crise, a Commonwealth é de imediato alertada para as potencialidades desse império que se continua na Língua e na cultura britânicas e se fortalece e enriquece numa teia diplomática que só mesmo os ingleses dominam.

É curioso notar como perante a desastrada queda dos dollars a libra tem mantido a sua supremacia em relação ao euro!

Com um pé na Europa, o "coração" espalhado pelo mundo, e o não despiciendo dever de gratidão da alta finança apatrida, a Inglaterra consegue, numa época que parece convocada para a destruição e avessa a tradicionalismos, manter coesa à volta de Sua Majestade a Rainha uma unidade em que o pragmatismo ultrapassa antigos ressentimentos.

 

Com o seu inegualável sentido mundo e das suas circunstâncias, a Inglaterra, a democrática Inglaterra, sabe sempre o que lhe convém a si e aos membros da sua extensa comunidade.

Enquanto a Europa (de que faz parte às vezes...) se autopune de toda a espécie de torpezas cometidas no passado e no presente, e se afoga em miragens de salvíficas, guiada por eventuais timoneiros e  por uma irreprimível tendência para a desagragação, a diplomacia britânica exibe ao mundo o seu bom entendimento com a Escócia e a Irlanda, a Raínha e restantes membros da Família Real visitam os países membros da Commonwealth e, "last but not the least", procede-se a uma espécie de inquérito intercomunitário visando conhecer e decerto avivar o sentido de pertença que essas comunidades revelam relativamente à Commonwealth.

Tudo isto é sublimemente vivido nos grandes cerimoniais da corte, na partilha que através da comunicação social o mundo vive os acontecimentos familiares dos personagens reais. O mesmo se passa com a Igreja Anglicana, exibindo a ricos e pobres a grandiosidade que acha ser devida quando a Deus se dirige, sem que por isso deixe de ter imensas obras caritativas. Mas é um mundo onde tudo, bem e mal, é elegantemente discreto. 

Com todos os defeitos que lhe possamos apontar, a Inglaterra foi um colonizador ímpar e como tal reconhecido pelos povos dos territórios  que dominou, criando laços de dependência e riqueza que persistem. O inverso do que aconteceu com o império português em tudo foi desperdiçado, desde a iniciativa e os trabalhos dos que de um ou outro modo se empenharam na sua construção, até à precipitada descolonização que sacrificou os milhares de famílias a deixarem para trás as suas vidas para "retornarem" a uma metrópole onde muitos deles nunca tinha estado, que deixou que o sangue e a fúria se espalhassem  ao sabor do caos, nos territórios precipitadamente abandonados, que obrigou um pequeno país a integrar uma multidão de pessoas espoliadas que tiveram que recomeçar as suas vidas. Muito daquilo de que nos queixamos hoje, uns e outros, começou aí.

 

Os ingleses não precisam da Europa. Têm um pé em Gibraltar e, apesar de tudo, uma afinidade histórica com a Grécia que lhes garante vigilância atlântica.

Enquanto a Europa caminha sombriamente para um destino incerto, a Inglaterra partilha e celebra a sua grandeza.  

 

publicado por petitprince às 00:06
link do post | comentar | favorito
Sábado, 1 de Fevereiro de 2014
AS JUVENTUDES

Com a "globalização", conceito onde tudo se confunde, surgiram duas tendências que, diga-se, têm o cunho inspirador da revolução francesa: a tendência social para a generalização e a tendência política para a conceptualização. A primeira querendo dizer que todos desejamos as mesmas coisas; a segunda atribuindo a cada uma um conteúdo que os "iluminados"definem e exibem perante as massas como bandeiras para a persecussão dos seus objetivos.

 

Poucas coisas me irritam tanto como ouvir um político, seja ele qual for, utilizar a formula "os portugueses" para expressar uma ideia que é a dele ou a de qualquer percentagem mais ou menos modesta dos que votaram nele ou no partido que representa.

Qualquer um, desde que para tal tenha sido nomeado, pode em determinadas circunstâncias representar um Povo. Mas ninguém pode honestamente - se tal ainda tem alguma importância...-falar em seu nome.

Talvez as "massas" não se importem - são na maioria acéfalas, como convém, e contentam-se com uns passeios de camioneta e uns bonés e "tixertes" (lembrarmo-nos nós que atribuiam esse procedimento censurável às manifestações do Estado Novo...) - mas muitos de nós sentem vergonha e revolta por serem assim arrebanhados sem consentimento prévio.

Custa-me ouvir o constrangedor líder socialista incluir-me nos seus pensamentos (!?), tal como me aborrece ouvir uma "menina pescadinha" ou um velhote careca e desdentado do BE arrebanhar-me para os seus repetitivos e sempre bem intecionados propósitos, ou uma daquelas arrebatadas deputadas que parecem ressuscitadas de gravuras da tomada da Bastilha, gritar e esbracejar em meu nome.  Talvez por eu não ser de esquerda e achar tão abusivo meterem-me nesses âmbitos ideológicos como me enfurece pensar que por não pensar como eles não sou português. É duro!

 

No momento presente assistimos a duas generalizações - entre outras... - que fazem parte de todo e qualquer discurso: a velhice e a juventude.

 Ambas resultam de critérios assaz voláteis, que se prendem com a idade da reforma (onde se incluem muitos ainda algo jovens, como é o caso, entre outros , da presidente da AR...) ,ou com um período que vai da adolescência aos trinta, idade em que os muito bem classificados iniciam as suas vidas profissionais , em que outros - se  tiverem a sorte de arranjar emprego - assentam numa profissão, e outros, pouco dados a monotonias, furam pela vida como testas de ferro de sabidos e bem colocados gerontes que têm as cabeças cheias de ideias  mas estão demasiado ocupados ou são por demais conhecidos para irem além de um ou outro comentário televisivo.

 

A verdade é que - tal como não há uma velhice - não há UMA JUVENTUDE. Existem várias juventudes e englobar todas num mesmo conceito é pecaminoso para quem o faz e ofensivo para as convicções dos visados.

 

A verdadeira Juventude - aquela que os nossos avós educavam para a Esperança, para o serviço à Pátria, para a continuidade da Família, herdeira da que emigrara ainda criança para o Brasil ou para África, que por lá andara até que regressasse para melhorar o seu país ou a sua aldeia, que reabilitara patrimónios através do casamento e proporcionara aos filhos esmerada educação - esvaiu-se nos ideais da "ética republicana". A esperança tornou-se imediata, a pátria um anacronismo dificilmente compreensível na unificação dos objetivos internacionais ( ainda assim reconhecendo as nações...), a família um desafio que obriga a conciliar uma série de variáveis não negligenciáveis segundo os atuais padrões.

 

Acresce que a dispersão social gerada pelos poderes quer pela política, quer pela profissionalização do desporto - que poderiam ser formas intelectual e fisicamente saudáveis de convívio -  surgem hoje como ferozes e incontroláveis antagonismos onde a política, na sua pior e mais mesquinha expressão, surge frequentemente associada aos clubes desportivos, criando "casos" em que as juventudes participam de formas irracionais ou mesmo  selvagens.

 

O fenómeno, como não podia deixar de ser, enquistou-se numa juventude estudantil, muitas vezes mais interessada no estatuto do que no estudo.

O que aconteceu no Meco  - que, diga-se, não tem que ver com praxes mas com quem as protagoniza - não foi em vão.

Com esse triste acontecimento o país foi obrigado a interrogar-se sobre o que é possível passar-se nas universidades. Ficámos a saber que o aluno que se matricule mais vezes - leia-se: que leve dez anos a fazer um curso de cinco, mas que por lá vá adquirindo qualidades de liderança não despiciendas para as juventudes partidárias - tem como prémio tornar-se  um líder todo poderoso a quem outros jovens, também eles universitários, obedecem cegamente.

Perguntamo-nos: que gente é esta que ingressa nas nossas universidades e sai de lá com um canudo que, com a little help from the friends,  lhe poderá dar acesso a uma bolsa que, se nas boas graças dos "barões" ou "viscondes" dos partidos, os guindará até à governança do país, munidos de falsos certificados que nós pagámos, pagamos ou pagaremos. 

 

A verdade é que, por ambição, por inércia, por escassez de tempo, estamos a consentir que se apossem dos nossos filhos e os transformem em criaturas violentas ou amorfas, que não sabem distinguir o que é bem e o que é mal.

 

Pior do que uma juventude imoral - como terá sido a juventude vitoriana - são estas juventudes amorais, cujo vazio se vai gradualmente disponibilizando para a aceitação do que quer que seja que uma criatividade doentia lhes dite ou que alguém lhes  proponha.

 

Os Gregos, na sua pura racionalidade, não contaminada por qualquer romantismo, consideravam como imperdoável o mal resultante da ignorância, o mal cujo objetivo único residia na sua prática. É disso que temos notícias todos os dias, vindas de todas as partes do mundo.

 

Felizmente, todos conhecemos jovens que não são assim! Jovens não tiranos ou servis, com consciências sólidas e mentes inteligentes.

 

A Igreja poderá - e deverá! - ter nisto um papel de extrema importância.

 

Para tanto é preciso que não se torne em quebra-cabeças para si própria, que  se assuma numa fé coesa, que se exprima num ambiente conciliatório em que, mais do que as vitórias do ecumenismo, se afirme o valor da consciência moral.

Uma Igreja dividida por antagonismos e recriminações dificilmente sairá vitoriosa face às varias organizações cuja coesão - alimentada por valores bem mais terrenos e efémeros mas habilmente sedutores - os atrai até à disponibilidade total, porque nada existe nas suas consciências que os interrogue.

 

  

publicado por petitprince às 20:20
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
POBRE SARAMAGO!

É incrível como a imprensa portuguesa ainda perde tempo de antena a "esmiuçar" o Saramago!

Saramago,eu conheci-o, era um jornalistazeco do Diário de Notícias que a revolução de Abril guindou a lugares de direcção e que, chegadfo lá, se esqueceu de quem o tinha ajudado quando a ideologia vigente lhe não era favorável. 

Isabel da Nóbrega - uma Senhora que já era alguém no meio literário português - muito terá feito pela "cultura" dele e pela sua inserção social. Mas ninguém, por mais persistente, consegue transformar um labrego num gentleman!

Saramago, criatura indiscutivelmente criativa, desatou a escrever num estilo muito próprio - ignorando a pontuação - tudo o que jazia comprimido nos seus recalcamentos de membro das "classes desfavorecidas". 

Os comparsas do Partido ter-se-ão sentido muito honrados com o surgimento de escrivão tão atrevido nas suas hostes, o Nobel - que, nas humanidades, tem mostrado uma indisfarçável vocação para premiar ideologias nacionais emergentes , ao contrário do que faz relativamente às áreas científicas onde seria demasiado óbvio...- atribui-lhe o prémio e o ego do homemzinho inchou. 

Entretanto, a "piquena" que lhe traduzia os livros para espanhol pôs-se em campo e aí foi ele pelo mundo fora recrutando público entre os leitores de novidades nobeis. Uma potencialíssima viúva rica, herdeira possível dos direitos de autor que tanto fez para merecer! 

Mas como e quem é que perde tempo com Saramago? Os de Penafiel porque, ao que parece, o presidente da Câmara simpatiza com o fulano, os canais de televisão porque têm falta de notícias e até mesmo um "facies" como aquele, debitando idiotices, é melhor que nada ou que a repetição das notícias do dia anterior.

A nós, católicos ou judeus, Saramago não interessa nada! A Religião Judaico- Cristã é milenária e esteve sempre num mundo onde havia idiotas como ele! Porque eles também fazem parte do mundo e nele nascem e se somem sem deixar rasto. Quem, daqui por uma década - e estou a ser generoso...- se lembrará que houve um Saramago??? Talvez um número ainda menor do que o que ainda recorda Júlio Dantas que, não sendo talvez o melhor escritor do Regime - como Saramago é do PC - era um cavalheiro, detentor de valores que são os nossos, e incapaz de se pronunciar sobre qualquer tema com a desfaçatez de que foi capaz aquele pobre e perdido homem!

Que o Deus em que ele não crê se apiede da sua alma! Porque, ainda que ele o julgue, isto não acaba aqui!  

sinto-me: PESAROSO
publicado por petitprince às 22:45
link do post | comentar | favorito
Domingo, 4 de Outubro de 2009
A POBREZA E O ORGÃO

A acreditar na fotografia publicada num jornal diário, na qual o Cardeal Patriarca de Lisboa cumprimentava Maria Cavaco Silva "após inauguração de novo orgão na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos", Lisboa tem um novo e belíssimo orgão. Satisfação! Nada é demais para glorificar a Deus ou para incentivar o gosto pela boa música.

 

Acresce que não se trata de um orgão qualquer. Trata-se de um orgão construido pelo organeiro do Vaticano (melhor não há!) e que o próprio se deslocou a Lisboa para tocar no concerto inaugural, concerto esplendido - no dizer dos privilegiados que a ele tiveram acesso -, em que o organista interpretou obras dos grandes compositores de música sacra, tendo mesmo improvisado algumas obras.

No dizer de um convidado do programa da manhã da Antena 2 - um dos felizardos que assistiu ao concerto, de nada ficará memória já que não foi permitida a filmagem nem a gravação do concerto. Uma horrível "asfixia cultural", de que alguém terá sido mandatário! Mas quem?

 

Porém, uma pergunta fica no ar? QUEM TERÁ PAGO O ORGÃO? 

 

Ocorrem-nos 3 hipóteses: O Ministério da Cultura, através do Instituto do Património, o Patriarcado, um "qualquer" mecenas.

 

Sabendo nós os apertos de verbas com que se debate o Ministério da Cultura e o estado maserável em que se encontra o nosso património - incluindo o de muitos dos templos de Lisboa onde a chuva entra e as pinturas se desvanecem esperando impeza e restauro - dificil se torna acreditar que tenha sido o MC a requisitar o orgão, sabendo-se que o que não falta em Lisboa são orgãos a aguardar reparação e preparação de organistas para os tocarem... e serem pagos por isso. Tanto D. Manuel como D.João V, em tempos de Lusitano esplendor, equiparam com belíssimos orgãos as principais igrejas não só de Lisboa como de várias capitais das províncias. Falta de orgãos não temos! De que temos falta é de que os ponham a funcionar.

 

Assim, excluído o MC, segue-se o Patriarcado, hipótese também a excluir já que, ainda há não muito tempo, o Sr. cardeal fez saber das suas preocupações com a pobreza de Lisboa e pediu às paróquias que colaborassem no auxílio aos que com ela se confrontavam. Como a pobreza continua crescente, é impensável que o Cardeal, que bem conhece a carência de meios, tivesse tomado, incentivado ou permitido uma tal despêsa que, para mais, nem sequer veio contribuir para empregar mão de obra nacional. Em vez disso, se dispusesse de tal verba, decerto a teria usado para incentivar empresas que se ocupariam do restauro das Igrejas da sua diocese e que com isso dariam emprego a uma enorme pleíade de operários e artistas. NÃO PODERIA SER DE OUTRO MODO!

 

Resta o "mecenato"! Mas numa altura destas, em que as fábricas fecham, as empresas se dizem descapitalizadas e despedem, a Banca está como se sabe, que "instituição" teria meios para disponibilizar verba para isto...???? Alguma "joint venture" no cumprimento de alguma promessa????

 

Viesse de onde viesse, essa verba fez falta noutros sítios. Numa altura destas, conscientes da realidade, todos sabemos que qualquer gasto superflúo, tal como qualquer donativo, ainda que relativamente modesto é significativo. Deus decerto não aprovou a "diligência" e Jesus Cristo não apreciaria ter como musica de fundo da pobreza este concerto de orgão.

 

Acontece, porém, que, infelizmente, o despesismo não acaba aqui. Indiferentes à miséria que grassa à volta deles, a maioria dos potênciais autarcas desdobram-se em festividades e brindes que, adicionados, talvez pudessem aumentar em número e quantia os subsidios dos que mais necessitam.

 

Será que ninguém vê isto?  Ou é só hipocrisia o que sai da boca dos políticos?

 

A Alegria, a sã alegria popular, tal como a Fé, não está tão dependente destas iniciativas como se possa supor. O Povo, quando quer e tem motivos para isso, sabe como divertir-se. E é capaz de o fazer sem palcos, sem cantores contrados, sem bonés nem t-shirts, sem excessos de cervejas e outros estimulantes.

 

Cavaco, sempre igual a ele mesmo, representa gratuitamente o papel de cabeça reinante, fazendo ir até ele, através de eventos - esses, obviamente pagos por nós... - o tal "povo" no meio do qual ele diz sentir-se tão bem. E, ao que se diz, a sua intervenção nã será muda. Dirá "umas palavras" ao povo.

 

Assim, em "casa", rodeado da sua Maria, dos filhos todos e dos netos - memorável fotografia para um albúm familiar - comemorará Cavaco o 5 de Outubro. PARABÉNS!

 

 

sinto-me: ABORRECIDO
publicado por petitprince às 19:04
link do post | comentar | favorito
.mais sobre mim
.pesquisar
 
.Outubro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
.tags

. todas as tags

.favorito

. A POLÍTICA E A VIDA

. HOW IMPORTANT IT'S THE ...

blogs SAPO
.subscrever feeds